A planilha compartilhada chega ao limite antes de a equipe perceber
Toda carteira de obras começa numa planilha. Ela funciona bem até o dia em que duas pessoas lançam a mesma medição, alguém sobrescreve um saldo e ninguém sabe mais qual versão vale.
A demanda que vemos
Equipes de engenharia que respondem por dez, vinte contratos ao mesmo tempo. O acompanhamento vive num arquivo compartilhado: uma aba por obra, saldo digitado à mão, prazo conferido de cabeça. Funciona enquanto a pessoa que montou a planilha está na sala. Quando ela sai de férias, o arquivo trava.
Os sintomas se repetem: medição lançada duas vezes, aditivo que não entrou no saldo, contrato que venceu sem ninguém ter visto a data chegar. Nenhum desses é erro de conta — é falta de regra. A planilha aceita qualquer número.
O que entregamos
Um sistema em que o saldo não é digitado. Ele é calculado: valor contratado, mais aditivos, menos o que já foi medido. Se o número está errado, é porque faltou um lançamento, e isso aparece na tela. O prazo vira semáforo — em dia, atenção aos 60 dias, crítico aos 30, vencido — e o alerta dispara antes, não depois.
Esse foi o primeiro sistema da plataforma: a carteira de obras de uma unidade de engenharia em Pernambuco, com 12 contratos, 11 unidades prediais e uma equipe de gestores e subgestores com perfis distintos de acesso. A planilha original virou a carga inicial do banco — ninguém redigitou nada.
O que muda no dia a dia
- Cada medição entra uma vez, com número, data, valor e percentual físico, e já atualiza o saldo.
- O gestor vê a carteira inteira num mapa; o fiscal de campo vê só as obras dele.
- A planilha continua existindo — como exportação do sistema, não como fonte da verdade.